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CITROËN 2CV

2CV-Mehari Cup: dois brasileiros no rali Cassis-Dakar, aberto apenas a derivados do Citroën 2CV
15.11.2008 | Citroën

O neurocirurgião Pedro Paulo Mariani e sua esposa Juliana Messenberg estão entre os poucos brasileiros que possuem um Citroën 2CV. E, como tal, o casal recebeu um convite inusitado: disputar o 2CV-Mehari Cup, um rali entre Cassis, na França, e Dakar, no Senegal, reproduzindo − em menor escala − toda a mística do famoso Rali Paris-Dakar. Mas, devido a uma surpresa do destino – Juliana está grávida de sete meses -, o casal teve que contar com a ajuda do também médico e navegador Paulo Tieppo. Estava formada a equipe 2CV Brasil! 

A 2CV-Mehari Cup tem duas fórmulas de participação. A Cup propriamente dita, onde Pedro e Paulo competem, é um rali de regularidade. Na Touring, entram os participantes que desejam fazer o percurso sem se submeter ao ritmo de uma competição. A organização tem um caminhão de apoio que fecha o percurso todos os dias, com assistência mecânica e peças de reposição, além de 20 veículos 4x4, 4 caminhões 6x6 e 4x4 e um helicóptero da organização da prova. Há ainda assistência médica e todos os carros são equipados com sistema de "tracking" que permite acompanhamento via satélite.

Pedro Mariani e Paulo Tieppo são os únicos representantes da América Latina e a equipe tem patrocínio da Citroën do Brasil, da Track&Field, da Sparco, da Deep Cleaning, do Superexclusivo e da Evidence. A largada foi dada em Cassis, na França, no dia 14 de novembro, e o rali passará pelo Marrocos antes da chegada em Dakar, no Senegal.

O Citroën 2CV é um dos carros mais importantes da história da Citroën. O protótipo ficou pronto em 1937, mas devido à Segunda Guerra Mundial o 2CV foi lançado oficialmente no Salão de Paris de 1948. Provocou risos descarados e apelidos infames dos conhecedores − e paixão imediata nos consumidores, que enxergaram seu charme, praticidade e valentia desde o início. O 2CV foi produzido por 42 anos, com poucas alterações, até o ano de 1990.

Pedro e Juliana possuem um dos últimos 2CV fabricados no mundo − um modelo 2CV 6 Charleston, ano 1990, produzido em Portugal e trazido ao Brasil naquele mesmo ano. Mas eles não precisaram colocar sua preciosidade em risco: a equipe corre com um dos carros preparados pelo 2CV-Mehari Club de Cassis e alugados especialmente para participar desse rali.

Segundo Juliana, na literatura sobre o carro há relatos de que o Citroën 2CV é tão confortável que é possível levar uma cesta de ovos no porta-malas sem quebrá-los e que na época “os médicos aconselhavam as mulheres grávidas a usar somente o 2CV” - nada mais apropriado.

Programação do Rali
12 e 13 de novembro 2008 :
Verificações técnicas e administrativas.

14 de novembro de 2008:
Ida de Cassis para Ales.

15 novembro de 2008:
Etapa Alès / Sète, e depois, embarque para Tanger (Marrocos).

29 de novembro de 2008:
Chegada ao Lac Rose, Dakar (Senegal)

Acompanhe o rali pelo blog da Equipe 2CV Brasil

E conheça mais sobre o Citroën 2CV

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HISTÓRIA DO VEÍCULO

O Citroën 2CV
05.12.2007 | Citroën

1945/1990

Percebendo a necessidade da popularização do automóvel Michelin, proprietário de Citroën, em 1935 pede o estudo de um carro e uma camioneta tendo ambos a característica de serem pequenos e com custo baixo de produção. Pelo peso e dificuldade de soldagem o novo projeto foi concebido de forma totalmente diferente do Traction Avant. Feito em alumínio, o uso de carroceria em monobloco foi descartado. Chamado de TPV, era muito similar ao Traction.

Para suportar carrosseria, motor e câmbio foi criado um “chassis-plataforma”. Extremamente rígido em torção e flexão, pôde usar o alumínio como matéria prima. A plataforma tinha tamanho igual ao veículo, e um compartimento “favo de mel” garantia a rigidez necessária.

Destinado a operários e agricultores, seu custo deveria ser acessível a quem não poderia comprar um meio de transporte individual. Era a popularização do automóvel possibilitada em um carro leve, de carroceria simples e barato.

Em 1939, cerca de 200 veículos foram fabricados com as seguintes características:
- chassis e uma plataforma em liga de alumínio (com exceção dos pára-lamas, em metal);
- suspensão por barras de torção (oito) e um dispositivo hidráulico de anti-cambagem;
- braços de suspensão em magnésio;
- equipado com um motor bi-cilíndrico de 375 cm³ (8cv), arrefecido a água.

 
Infelizmente, com a declaração da Segunda Grande Guerra, com exceção de quatro que foram escondidos, todos foram destruídos. Os estudos do modelo prosseguiram mesmo durante este período.
Com o fim do conflito em 1945, o 2CV foi apresentado no Paris Motor Show, com o mesmo conceito, mas bem diferente do modelo pré-guerra. Com design do escultor e estilista Flaminio Bertoni, o metal substituiu o alumínio e o magnésio, e a suspensão passou a ter molas helicoidais e amortecedores de fricção. O motor, apesar de ter a mesma potência, passou a ser arrefecido a ar. Todas estas mudanças permitiram o barateamento da produção do veículo. O carro também ganhou um novo painel de instrumentos, dois limpadores de pára-brisas, novos bancos, mais um farol e manípulos exteriores nas portas.

Fabricado de 1948 até 1990 (edições especiais) teve uma produção de 5.114.940 veículos.

Seu motor era de 375cm3 e desenvolvia 9cv a 3.500rpm. Pela primeira vez uma caixa de câmbio de quatro velocidades era item de série. Alcançava uma velocidade de 65km/h e consumia 4,5 litros/100km.

Em 1950 uma versão van foi lançada. Com capacidade de carga de 250kg e com o mesmo motor. A demanda de 2CVs era tão grande que havia uma lista de espera de seis anos para entrega. No ano seguinte a van foi fabricada também nas versões 2CV AU, 2CV AK e 2CV AZU.

Um novo motor de 425cm3 que desenvolvia 12cv a 3.500rpm estava a disposição a partir de 1954. Ele também possuía uma embreagem centrifuga.

Em fevereiro de 1963 o modelo 2CV AZA ganha um motor mais potente que alcançava a velocidade de 95km/h. No ano seguinte as maçanetas da porta dianteira passam a ficar na parte traseira da porta.

A primeira edição limitada do veículo foi lançada em 1976. Batizada de 2CV Sport, teve uma produção de 1.800 carros. Outra edição especial foi lançada em 1980 com o nome de 2CV Charleston. Com listras laterais de duas cores e faróis redondos, originalmente foi programada para uma produção de 8.000 carros, mas em 1981 passou a ser um modelo em produção contínua.

Em 1983 a edição de apenas 2.000 veículos do 2CV France 3 também teve produção limitada.

A tradição de edições especiais do modelo continuou em 1985, com o lançamento de três modelos: Visa Challenger (3.500 exemplares), 2CV Dolly (3.000 exemplares) e BX Sport (2.500 exemplares).

Um fenômeno mecânico e social teve a produção totalmente encerrada apenas no dia 27 de julho de 1990 e tinha como slogan “Amor livre, amor eterno”.

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