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HISTÓRIA DO VEÍCULO

Traction Avant
03.12.2007 | Citroën

1934/1957

Em maio de 1934 André Citroën lançou o primeiro veículo de tração dianteira com carroceria de monobloco que tornou obsoleto todos os veículos da época. Seu nome era 7. A posição diferente de seus itens mecânicos permitiu um comportamento dinâmico nunca visto antes.

Citroën já estudava o modelo desde 1930 com o engenheiro André Lefèbre. O projeto se chamava PV (Petite Voiture), e também foi baseado nos carros de Grégoire e Adler que fizeram pequenos desportivos “puxados” pela parte dianteira. O problema destes veículos era a ordem de alinhamento dos elementos do motor e o espaço que ocupavam.  Como eram alinhados na ordem motor, embreagem, câmbio, diferencial (na extremidade dianteira), obrigavam o motor a recuar na parte interna do veículo.  Por estar muito recuado o motor não acionava suficientemente as rodas dianteiras, o que fazia os veículos terem baixa motricidade em fortes subidas ou pisos escorregadios.

O Traciton Avant possuía uma disposição de transmissão que permitia a posição correta da motorização, sem prejudicar o espaço interno. Pela primeira vez o câmbio se localizava à frente do eixo das rodas dianteiras levando o motor na posição sobre as rodas, e não mais no habitáculo do veículo. Também foi o primeiro automóvel de grande séria com carroceria monobloco (uma só peça), o que a fazia muito mais rígida. Suas rodas dianteiras independentes possuíam barras de torção, um equipamento nada comum na época, e seu centro gravitacional era muito baixo. Com isso tudo, sua qualidade de aderência se tornou um marco na história dos automóveis.

A preocupação com o design fez André contratar o escultor italiano Flamino Bertoni em 1932, para unir as vantagens técnicas com uma carroceria incomum.
O motor utilizava uma distribuição por válvulas na cabeça, uma caixa de 3 velocidades sincronizadas, uma suspensão anterior e posterior com barra de torção, freios a comando hidráulico e tambor sobre as quatro rodas e, ao início do modelo, um sistema de direção a parafuso sem fim globoidal e cilindro de direção a cremalheira (a partir de 1936).

Fabricado por 23 anos (maio de 1934 a julho de 1957)  seu modelos original, o 7, atingiu rapidamente a marca de 300 veículos por dia.
Três versões foram comercializadas: a 7A de 1.303 cm³ de cilindrada, desenvolvendo 32cv; a 7B de 1.529 cm³ e 35 cv; e o 7 Sport de 1.911 cm³ e 46cv. Desde o lançamento o carro era encontrado nas carrocerias Berlina (17.700 Francos), Faux Cabriolet (18.700 Francos) e Cabriolet Roadster (18.700 Francos).

A partir do Salão de Paris de 1934 a proporção comercial do modelo estrutura-se, com aumento da gama. O 11 aparece em versão ligeira, com uma carroceria mais larga e mais longa em versão Berline e Familiare. Mas no mesmo Salão, um outro Traction é igualmente apresentado em três carrocerias diferentes: Roadster, Berline e Familiare:   o Célere 22 com um motor Citroën V8 que atingia 140 km/h. Ele não foi comercializado, apesar das intenções de Citroën (com catálogos impressos e os preços anunciados.

Mesmo com o sucesso e a aumento constante da produção, em 1938 uma nova grande versão do Tractio é lançada no Paris Motor Show, o 15 Six. Apelidado de “Rainha da Estrada” (La Traction). Com algumas modificações em conforto e apresentação dele deriva o 11B.

Com um espaço interno diferenciado, possui mais espaço entre assentos dianteiros e traseiros.  Com um motor de 2.867 cm³, ele desenvolve 77 cv reais a 3.800 tr/mn, atingindo uma velocidade máxima de 130 km/h. Como seu motor roda à esquerda seu nome ficou 15 SixG (gauche em francês significa esquerda). Com as carrocerias Familiare 6 vidros e Berline, tinha uma versão Cabriolet prevista, mas a declaração da guerra suspendeu o projeto. Alguns cabriolets pertencem a alguns colecionadores, mas não se pode de forma alguma precisar a origem.

Com a declaração de guerra a produção foi diminuindo entre os anos de 1940 e 1941, até cessar totalmente, que é retomada a partir de 1945 com o 11 e o 15 Six, no início de 1946.

Em outubro de 1946, durante o Salão de Paris, a Citroën apresenta três modelos de Traction que até 1953 serão o carro chefe da gama: 11 Légère (11BL), Normale (11B), e 15 Six. O 15 Six se tornará, em maio de 1947, o 15 Six D, com a integração de uma nova caixa de velocidades e permitindo o motor girar à direita.
Os modelos de 1953 (junho de 1952) são dotados de bagageiro aparente. Alguns raros modelos sem bagageiro foram, equipados de sinalização de mudança de direção.

A versão Familiare 6 Vidros é retomada em 1954 no Traction  “11” e “’5”. No mês de maio de 1954 (exatamente 20 anos após o lançamento comercial do Traction) o 15 Six ganha a inovação que revolucionou o mundo do automóvel: a suspensão traseira hidropneumática de alta pressão, que mantém a altura do veículo constante independente da carga transportada, assegurando também, grande conforto. Ela prepara o sistema revolucionário que equipará o futuro DS.

A produção do Traction foi interrompida em julho de 1957, 23 anos após seu lançamento.

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COLECIONADORES

Emilio Gianelle Neto - Traction Avant 11 Lègere - 1951
| São Paulo (SP)
André Otero Mosquera - Traction Avant 11 BL - 1952
| São Paulo (SP)
Luiz Redoschi - Traction Avant 1947
trezetil@uol.com.br | ()

A maior dificuldade encontrada por colecionadores de carros antigos é conseguir fornecedores de peças.

No meu caso, colecionador de Citroën, tenho fornecedor na França, na cidade de Nogent, nos dados abaixo:





DEPANOTO
End: Depanoto 28400 Nogent Le Rotrou France.
Tel.: 2 37 52 43 25
Fax.: 2 37 52 74 52

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Olivio Rodrigues Pires - Traction Avant 11 Legere AG 1947
| ()

Além de colecionador de veículos, possuo uma oficina de restaurações de veículos antigos. Uma de minhas especialidades é a marca Citroën. Se você é colecionador e necessita de mão de obra especializada ou peças de veículos antigos, ligue-me: 6455-2595.

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Antonio de Almeida Barbalho - Traction Avant Legere 1947
| São Paulo (SP)

Desde os quinze anos de idade, quando meu pai possuia um Traction Avant 1947 Légère, que naturalmente “o vírus” da paixão Citroën me foi concebido. Por força da aproximação com o carrinho e a exigência do velho em ter que ajudar–lo na sua mecânica, absorvi de corpo e alma aquela paixão, que veio se fortalecendo através dos anos e principalmente depois de ter vivido uma grande aventura alcançada com esse formidável carro, a qual passo a descreve-la:

Residiámos no Rio de Janeiro, de onde sou natural e ali através do Cais do Porto juntamente com Santos-SP desembarcavam os veículos importados dos países fabricantes de automóveis. Os automóveis Citroën na sua grane maioria 11 BL Légére, de cor preta tinham caído na simpatia do povo brasileiro, principalmente o carioca onde no Rio de Janeiro já circulava grande número deles. Meu pai, homem experiente e que já havia possuído vários automóveis principalmente americanos , era um fervoroso defensor do Traction Avant e até mesmo esnobava com seus colegas de repartição, toda vez que aparecia com seu reluzente Citroën 1947 impecavelmente conservado. Como bom entendedor de sua mecânica, dava-se ao luxo de descrever aos admiradores as qualidades técnicas da tração à frente , que na época era uma grande novidade. Como Rio e Santos tinham a primazia de receber os automóveis importados através de seus respectivos portos, para os outros estados eles seguiam eventualmente por estradas de rodagem.

Parentes residentes em Recife – PE haviam manifestado interesse em possuir um Citroën, assim meu pai planejou realizar uma viagem ao nordeste a fim de levar o carrinho prometido. Sem outra alternativa para transportar o carro para Recife, foi que em Janeiro de 1957 pegamos a velha conhecida RIO – BAHIA, estrada na época totalmente de terra nos seus 2400 km aproximadamente. Éramos quatro pessoas já que meu pai resolveu levar minha mãe e minha irmã mais velha. Imagine dentro de um 11 Légère quatro adultos mais bagagem para uma viagem dessa dimensão. Partimos com toda fé e confiança no 11 ligeiro, que se portou mecanicamente impecável . Os trechos de estradas alcançadas inicialmente eram razoáveis dentro dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. À medida que íamos entrando nos estados do nordeste, as dificuldades eram grandes para se trafegar, tendo em vista que havia chovido muito naquela região e deixava as estradas praticamente intransitáveis. Em determinados trechos a rodovia encontrava-se alagada, o que impedia até mesmo a passagem de caminhões e ônibus que deixavam a pista enlameada com sulcos profundos produzidos por suas rodas e pneus, o que impedia definitivamente os carros pequenos de trafegarem porque encostavam o chassi e carroceria no chão. A solução encontrada naquelas ocasiões era rebocar com cabo de aço normalmente puxado por trator. A repetição desse cenário aconteceu em vários momentos de nossa viagem, além de deslizamento de barreiras onde a estrada só permitia a passagem de um carro por vez, através de atalhos e variantes improvisadas, muito das vezes envolvendo rios e alagadiços, onde o valente Citroën conseguia se sobressair. Cito um episódio pitoresco em que era neessário subir uma rampa improvisada de cascalho. Outros carros de tração traseira tinham dificuldades e mesmo muitos não conseguiram, uma vez que não obtinham uma boa aderência no terreno, o que não aconteceu com o Traction Avant, que arrancou aplausos ao subir subir sem precisar de reboque. Ao longo de toda nossa jornada os desafios se sucediam, pois as chuvas constantes deixavam a rodovia um verdadeiro sabão, escorregadia, perigosa, principalmente em trechos de serras, subidas e descidas com curvas acentuadas, sem a mínima proteção nas encostas e precipícios, como se estivéssemos patinando no gelo. Por outro lado, se o tempo encontrava-se bom, firme, o sol era causticante , tornando o solo poeirento aumentando o calor e a sede ás vezes em trechos há centenas de quilômetros de um povoado e de qualquer apoio. Os pontos de reabastecimento de combustível eram poucos ao longo da estrada, assim como locais para pernoites e refeições sofríveis, exigindo portanto um bom planejamento a fim de possibilitar o alcance desses locais nos momentos e horas certas.

Durante os onze dias de nossa viagem, o único incoveniente que tivemos com o nosso Citroën, aconteceu em três ocasiões distintas, quando quebramos o cano de descarga ao se chocar com pedras na estrada em consequência da sua pouca altura do solo. O carro se portou de maneira fantástica, mecanicamente perfeita, sendo admirado constantemente por onde passava e evidentemente por ter vencido todos os possíveis obstáculos naturais da rodovia, numa façanha incrível que certamente levaria André Citroën a ficar maravilhado depois desse verdadeiro rally de resistência e competência.

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Fabio Souza Neto - Traction Avant 11 BL 1947
| São Paulo (SP)

Ajudado por meu amigo Elcio Bergamini, comprei este Citroën no início do ano de 2002, pois sempre fui fã deste modelo. A seguir a curiosa história desse carro.
Comprado por uma família tradicional de nossa cidade em 1947, permaneceu muitos anos com a mesma.Com o falecimento de seu dono, foi colocado sobre cavaletes em uma garagem na residência da família em uma rua central de Curitiba. Ali permaneceu até aproximadamente 1968, quando foi comprado por um indivíduo que o pintou e vendeu a um proprietário de cartório de registros de títulos e documentos de nossa cidade. O carro permaneceu nas mãos desse senhor por mais ou menos 10 anos, sempre guardado na garagem.

Por volta de 1978, foi vendido a um jovem que havia ganho na loteria esportiva e se encantou com o carro. O preço era altíssimo, mas o jovem, que dispunha de grande soma em dinheiro o comprou e levou para o estado de Mato Grosso do Sul e, nunca mais se ouviu falar do carro.

Algum tempo depois, o dinheiro acabou e ele precisou vender o Citroën, que foi comprado por um senhor que reside em Campo Grande. Com ele permaneceu por 12 anos e no início deste ano de 2002, sabendo que meu amigo Elcio Bergamini é aficcionado pelo Citroën Traction, fez contato com ele que logo se apressou em ir e ver o carro que nunca havia saído de sua lembrança. Para sua surpresa , o antigo proprietário foi buscá-lo no aeroporto com o carro em perfeitas condições .

Como Elcio sabia de minha vontade de comprar um Citroën, cedeu-o para mim, já que ele possuía um modelo igual, mas com a condição de ser o primeiro da fila se um dia eu quiser vendê-lo.




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Olivio Rodrigues Pires - Traction Avant 11 Legere AB 1948 e Traction Avant 11 Legere AG 1947
| Araucária (PR)

Além de colecionador de veículos, possuo uma oficina de restaurações de veículos antigos. Uma de minhas especialidades é a marca Citroën.

Se você é colecionador e necessita de mão de obra especializada ou peças de veículos antigos, ligue-me: 6455-2595.

 





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Albanor José Ferreira Gomes - Traction Avant 11 1948
| Araucária (PR)
Elcio Lydoino Bergamin - Traction Avant 11 BL 1951
| Araucária (PR)

Por volta de 1962, aos vinte anos de idade, comprei meu primeiro automóvel com a ajuda de meu pai: um Citroën 1947 11 BL placa 4075 de Curitiba. Adorei o carro. Após este, tive mais seis carros Citroën, todos modelos 11 BL pois na época, era relativamente fácil encontrá-los.

Ao longo de alguns anos tive outros automóveis antigos, de marcas diferentes, porém, uma idéia fixa me perseguia : encontrar um Citroën em boas condições para recuperar. Não foi fácil mas, por volta de 1995, encontrei um Citroën 11 BL 1951 Traction que apresentava ótimas condições para a recuperação.

Foram dois anos de trabalho para deixar o carro em perfeitas condições de uso. Eu mesmo fiz tudo, com exceção de lataria, pintura e estofamento. Consegui deixar o carro com todas as características originais, nos mínimos detalhes. Após terminar a recuperação do modelo 11 BL , me empenhei em procurar um 15 SIX, “ O rei da estrada”, como era chamado na França.

Consegui encontrar dois exemplares deste modelo através de informações de amigos. Muitos raros, não existem no Brasil mais do que 6 unidades. Levei aproximadamente três anos para recuperar um deles , do ano de 1950 e deixá-lo totalmente original.

Para recuperação de ambos os veículos, as peças e acessórios foram conseguidos na França e em diversas cidades do Brasil.








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Abrahan Gregório Etlis - Traction Avant 11 BL 1952
agetlis@hotmail.com | ()

Em janeiro de 1984 se concretiza uma das relações mais inexplicáveis entre a máquina e o homem. Falo é claro, do meu Citroën Traction Avant 11 BL 1952 e eu.

Quase 20 primaveras já gastamos de nossas vidas e muitas coisas se transformaram durante esses anos todos.

Assim por motivos que fazem parte de uma outra longa história troquei a mecânica original por uma Opala 4 cilindros. Para não abusar do espaço tão gentilmente cedido pela Citroën do Brasil deixo o meu e-mail agettis@hotmail.com à disposição de quem queira trocar experiências, idéias ou informações à respeito destes maravilhosos autos.

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Gilberto Antonio Borges - Traction Avant 11 Legere
gilbertotecnolta@uol.com.br | ()

 

 

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Herbert Berckenhagen - Traction Avant 11 Legere 1951 e Traction Avant 11 Normale 1950
berckenhagen@uol.com.br | São Paulo (SP)

Meu gosto pelos automóveis Citroën começou quando jovem, pois meu pai tinha um Traction Avant 11 Légere.

Sou de formação na área de Eletrônica, mas sempre gostei de mecânica, matéria na qual me aprimorei aprendendo fazendo a manutenção dos Citroën do meu pai.

O gosto pelos Citroën tornou-se paixão na década de 70 quando comprei meu primeiro Traction Avant 11 Légere ano 1951, aí por diante fui adquirindo vários outros modelos, sendo um Traction Avant Normale ano 1950, um Traction Avant Familiére (Limousine) ano 1954, e um Traction Avant 15 cv ( 6 cilindros) ano 1951, e ainda os famosos boca de sapo com suspensão Hidropneumatica, deles um DS 21 Pallas ano 1967, um DS 23 Pallas ano 1974, este participou da inauguração da fabrica Citroën no Rio de Janeiro, e um modelo GS ano 1975 que é um compacto com motor tipo Boxer, e por último uma Break DS 20 ano 1970.

Possuo uma biblioteca com os mais variados livros e manuais dos automóveis Citroën, e uma oficina completa com ferramental especial para a manutenção dos meus Citroën. Tenho um bom estoque de peças de reposição e contatos na França para a importação de peças.

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William Lane - Traction Avant 11 BL 1953
| Castro (PR)

Meu primeiro contato com Citroën foi na infância ouvindo meu pai contar do carro que teve quando jovem. Em 1952, nos últimos anos de faculdade de medicina em SP, ele e o irmão , também estudante, davam plantões em diferentes hospitais , inclusive fora da capital. Meu avô os presenteou com um Citroën. Deveria ser um Traction Avant – 1952.

Em 1953 meus pais se casaram e foramde Citroën para a lua de mel. Depois, o Citroën ficou com o irmão que ainda estudava enquanto meu pai foi para o exterior fazer residência. Mais tarde a família se desfez do automóvel e nunca mais se teve notíca dele.

Em 1988 meu pai encontrou em Franca, SP esse automóvel, um Traction Avant 11 BL, 1953 em pleno funcionamento. Apesar de não ser colecionador nem ser tão aficionado em automóvel, em nome do saudosismo e do prazer de reviver bons tempos de aventuras com o belo e revolucionário carro da sua juventude , comprou-o e levou para Campinas. O carro aparentementejá havia passado por alguma restauração e estava bem original, exceto pelo seu interior todo vermelho.

Eventualmente o carro teve problemas mecânicos e ficou encostado na garagem alguns anos. Por causa disso, também, a pintura ficou estragada e algumas partes enferrujadas.

Quando meu pai faleceu em 2002, os 8 filhos e filhas reunidos não sabiam exatamente o que fazer a não ser vender. Espalhados pelo Brasil e Estados Unidos nem um de nós teve muito interesse em ficar com aquilo. Passados alguns meses eu me interessei pelo carro, especialmente para passar aos meus filhos um gostinho de um velho mas irresistível Traction Avant. No fim, meu irmão mais novo, engenheiro também se interessou em restaurar o carro e hoje somos parceiros nesse projeto. O carro foi trazido para o Paraná, onde resido e durante o ano de 2003 passou por uma restauração da lataria, pintura, cromagem, tapeçaria e alguns acertos mecânicos.

Na pintura, procurei resgatar as cores originais, rodas beges, painel verde, borda interna das janelas cinza, estofamento cinza, motor verde e caixa de câmbio cor alumínio.

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Ulisses Brito - Traction Avant 11 Legere 1954
| Castro (PR)

Quando eu tinha 13 anos (a 33 anos atrás) eu achei um Citroen 1951 6 cil., e tanto insisti com meu pai que ele o comprou, como se fosse um brinquedo grande. Dois anos depois, sem dinheiro para poder terminar de consertar o carro, ele foi vendido como ferro velho. Foi aí que eu contraí o vírus.

Sem poder manter o vício, fiquei em abstinência até que me formei e pude ganhar meu próprio dinheiro.

Quando me formei recomecei a procurar carros antigos para comprar.

Encontrei alguns, ou estado muito ruim para recuperar, ou em estado muito bom e caro. Um dia, encontrei em uma oficina outro Citroën, ano 1954. Não estava em bom estado mas era um carro antigo e da sua carroceria não faltava nenhuma parte importante.

 As únicas peças que faltavam eram as quatro maçanetas do capô do motor, a maçaneta dianteira direita e todas as maçanetas internas. Em compensação, da mecânica, elétrica e de capotaria não possuía mais nada.

O dono tinha tentado a cerca de dez anos atrás instalar um motor de fusca no carro e a carroceria do Citroen estava soldada sobre um chassi VW.

Procurei o dono e depois de alguma conversa, comprei o dito.

A primeira providência foi arrastar o bicho para outra oficina que ficava duas casas adiante de onde o carro estava. Nesta oficina iniciei os serviços retirando qualquer vestígio da mecânica volkswageana.

O que faria com a carroceria ainda não tinha decidido, mas algumas linhas mestras já se delineavam. Sabia que o peso do Citroen era em torno de 1200 kg e então procurei uma mecânica de carro nacional com tivesse um peso semelhante.

Ao ler na revista 4 rodas que o Opala pesava em torno de 1180kg e a Caravan ficava em cerca de 1250kg, decidi utilizar a mecânica de um desses carros.

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