Apresentado com exclusividade no Salão de Frankfurt 2007, o C–Cactus demonstra que com um projeto ambicioso, é possível fabricar um sedã ecológico, barato e de design inovador.
Para chegar a este resultado a Citroën renuncia os equipamentos não essenciais e investe em tecnologia e componentes ecologicamente corretos.
Seu motor híbrido HDi também é econômico e silencioso, já que une combustível e eletricidade. O consumo de combustível é de apenas 29,4 km/l além de um nível de emissão de CO2 de 78 g/km.
Barato, seu preço se equipara com a versão mais barata do C4.
O C-Cactus é constituído em grande parte com materiais reciclados ou recicláveis como plástico e cortiça.
Itens como janelas, pneus e a chapa das portas (feitas de aço bruto, sem pintura nem verniz, porém tratadas contra corrosão), também são recicláveis.
O feltro dos painéis das portas e dos guarda-objetos do painel é de lã, produzido sem aditivo químico e, sobretudo, reciclável e biodegradável.
Os tapetes são de couro reciclado, material feito a partir de restos de couro inutilizáveis para os curtumes.
O motor Diesel HDi auxiliado por um motor elétrico e filtro de partículas fazem o C-Cactus consumir e poluir pouco. Em uso urbano, o modo ZEV (Zero Emission Vehicle) é totalmente elétrico e silencioso. Nos trajetos exigindo acelerações e desacelerações sucessivas, a hibridação permite limitar o consumo utilizando simultaneamente as duas energias.
Com a redução do número de peças, o veículo ficou cerca de 15% mais leve em relação a um C4 Híbrido de motor compatível. A largura dos pneus do C-Cactus é limitada (205/45 R21), o que também contribui para seu bom resultado ambiental.
A velocidade do C-Cactus é limitada a 150 km/h, contribuindo para a idealização de um veículo cidadão, em harmonia com o meio ambiente
O descarte de equipamentos não essenciais ao bem-estar dos passageiros e a utilização de novos tipos de materiais reduziu o custo do C-Cactus equiparando-o ao de um C4 em sua versão mais barata.
Através da racionalização da produção e concepção foi possível reduzir, por exemplo, o número de peças internas para pouco mais de 200, quase duas vezes menos a quantidade de peças de um sedã tradicional, de tamanho comparável.
O C-Cactus usou o conceito de agrupar diversas funções em uma única peça possibilitando, por exemplo, a eliminação do painel. Suas funções foram inseridas no console central e no cubo fixo do volante.
O console central integra os alto-falantes, o comando da caixa de câmbio e uma tela tátil que dá acesso ao computador de bordo, ao sistema de navegação e às regulagens da climatização.
Os comandos dos piscas, faróis, limpadores de pára-brisa, buzina e limitador/regulador de velocidade se encontram no cubo fixo do volante, bem como o taquímetro os indicadores dos pisca-piscas, dos faróis e das luzes de emergência.
A otimização das peças foi para o lado externo também, pois a peça utilizada para o no pára-choque dianteiro, incluindo os faróis e os chevrons, é a mesma que constitui a parte de baixo da porta do porta-malas, gerando economia de escala na produção deste elemento.
A frente do carro também é constituída de apenas duas peças. O capô é fixo e o combustível e óleo são acessados por uma abertura lateral.
A climatização faz com que a abertura dos vidros se torne desnecessária, sendo o mecanismo substituído por uma abertura deslizante. Com isto o painel das portas, que geralmente é formado de doze peças, é comporto por apenas duas.
Mesmo com a redução de peças o C-Cactus possui quatro portas e um tamanho de 4,2 metros de comprimento e 1,8 metro de largura.
As peças não essenciais, tais como o painel, foram descartadas e elementos que geralmente ficam escondidos passam a integrar a decoração. São os casos da coluna de direção, dos condutos de climatização e da grade de ajuste longitudinal dos assentos dianteiros.
A recarga do perfumador de ambiente é visível e participa da composição do design interno, permitindo ao motorista saber quando será necessário colocar mais perfume.
O porta-malas é modulável e os bancos traseiros deslizam até encostar nos bancos dianteiros criando assim, um espaço de 500 a 1.100 litros. O assoalho é solidário e desliza para dar lugar a um sub-assoalho, abrindo uma superfície quase plana para o carregamento de objetos volumosos.
[ - ]Apresentado com exclusividade no Salão de Frankfurt 2007, o C–Cactus demonstra que com um projeto ambicioso, é possível fabricar um sedã ecológico, barato e de design inovador.
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